Os deputados estaduais de Pernambuco retomaram as Reuniões Plenárias nesta segunda, 1º de fevereiro. A abertura do segundo ano da legislatura eleita em 2014 foi marcada pela leitura da mensagem do governador e pelo embate entre os líderes do Governo e da Oposição.
O presidente da Alepe, deputado Guilherme Uchoa, do PDT, destacou que, apesar das adversidades, o ano de 2015 foi um dos mais produtivos da história do legislativo estadual. “No ano passado, foram apresentados mais de 650 projetos de lei com o intuito de melhorar a vida da população de Pernambuco em todos os aspectos possíveis, porém, sempre com um olhar especial para aqueles que passam por mais dificuldade. A maior parte desses projetos foi de autoria dos deputados e deputadas que compõem e dignificam esta Casa.”
O governador de Pernambuco foi representado pelo secretário da Casa Civil, Antonio Carlos Figueira. Ele encaminhou à Alepe o Relatório de Ações do Governo e destacou realizações nas áreas de educação, saúde, segurança públia e habitação, dentre outras. Apesar dos feitos, ele ressaltou as dificuldades econômicas enfrentadas em 2015. “2015 foi para todos nós um dos piores períodos da história política e econômica do Brasil. Um cenário que afetou os mais diversos setores produtivos, reduziu a arrecadação dos Estados e dos Municípios, corroeu nossa capacidade de investimentos e, mais dramaticamente, corroeu o poder de compra do povo pernambucano e do povo brasileiro.”
O líder da Oposição, deputado Sílvio Costa Filho, do PTB, acusou o Governo do Estado de terceirizar responsabilidades. Ele citou problemas como o aumento da violência, as fugas das prisões, e a epidemia de zika vírus, dengue e febre chikungunya. “O sentimento da bancada da Oposição é trabalhar na mesma direção, mostrando não o Pernambuco que o governo apresenta nas peças publicitárias ou nas campanhas de marketing, mas o Pernambuco de verdade, da vida real das pessoas. E a bancada continuará na mesma direção, até porque a oposição é importante para qualquer governo.”
Já o líder da Oposição, deputado Waldemar Borges, do PSB, salientou o impacto da crise econômica em Pernambuco. Ele criticou o governo federal por concentrar recursos e transferir as Estados e Municípios as consequências dos erros cometidos em Brasília. “A frieza da objetividade dos números não ofusca, ao contrário, realça o significado da realidade que eles expressam. Realidade agravada, sobretudo, quando vivemos sob a imposição de um pacto federativo que concentra os recursos de todos e transfere aos Estados e Municípios as consequências de erros gerados nos distantes gabinetes de Brasília. Por mais que alguns queiram ver Pernambuco como uma ilha, é essa crise estrutural de um governo federal politicamente fragilizado e perdido nas suas diretrizes econômicas que nos coloca, junto com os demais estados da Federação, diante de imensos desafios.”
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